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Muita força e trabalho duro para transmitir jogos em Porto Velho
7 de  agosto de 2015 | Autor : 4 | Fonte : 4
Lúcio Albuquerque, membro da ACLER
Texto faz parte do livro “O Telefone de Deus”, em fase de edição
Publicado no site gentedeopiniaao.com.br


No início da década de 1960 Porto Velho ganhava sua segunda emissora de rádio, a Caiari, hoje a mais antiga em atividade no Estado. Mas a primeira emissora foi a “Difusora do Guaporé”, que funcionou durante algum tempo na década de 1950 e depois saiu do ar, antes da Caiari ser inaugurada.
                O eletricista e radialista Enéas Martins fez parte das primeiras transmissões esportivas da Caiari, e trabalhou também como jornalista esportivo no período 1976/1979 no jornal A Tribuna, onde nos dias de jogos dos campeonatos regionais e nacionais ele ficava ouvindo rádio fora do prédio captando os resultados que depois eram transformados pelo jornalista Ivan Marrocos no resumo que sairia no dia seguinte – o jornal a Tribuna foi o primeiro local a circular de domingo a domingo.
                Enéas contava sempre como trabalhava na equipe técnica da Caiari, responsável pelo funcionamento dos equipamentos durante as transmissões. Competia a ele, contava, manter conectada a cabine de locução com o estúdio, mas não era como atualmente.
                “Nos dias de jogos, fosse de dia ou de noite, tinha de estender a fiação de poste a poste, desde o estúdio ao local dos jogos, carregando uma escada, um pacote de cabos de fios, e mais as ferramentas necessárias, era um trabalheira danada”.
                Fizesse chuva ou sol, Enéas saía esticando os fios para que a transmissão acontecesse. E quando durante a narração acontecesse qualquer problema era a hora dele pegar a escada e todo o restante do material  para verificar, poste a poste, aonde estava a dificuldade e saná-la.

Lúcio Albuquerque
Jornalista, Escritor e Membro da Acler
 

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